Esmarn realiza curso de Formação de Formadores, nível 1 – módulo 3


A busca constante em melhorar as estratégias de ensino, gestão e planejamento da docência com o uso de métodos ativos pela Escola da Magistratura do RN, propiciou a realização, nos dias 19 e 20 de setembro, do curso “Formação de Formadores: a avaliação e a gestão pedagógica da sala de aula com o uso de métodos ativos”, voltado para formadores do Poder Judiciário Potiguar. Para o desembargador Saraiva Sobrinho, diretor da Escola, é uma grande satisfação promover essa formação para magistrados e servidores do Judiciário Potiguar. “Vivemos na época do juiz multidisciplinar, onde ele não é apenas um mero técnico ao prolatar a sentença, mas um agente político que se interessa pela situação do cidadão, com fundamentos no humanismo e na sociologia”, afirmou.

A capacitação corresponde à terceira etapa do Programa de Formação Docente, fixado como uma das metas da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e tem o propósito de aumentar a qualificação pedagógica dos docentes atuantes nas Escolas Judiciais da Magistratura. Dentre os objetivos do curso, está o planejamento estratégico de procedimentos avaliativos, através da elaboração de indicadores e critérios de avaliação com o uso da metodologia ativa.

De acordo com o docente Erisevelton Lima, doutor em educação pela UNB e professor da Enfam, o módulo 3 fortalece as experiências e aprendizados já obtidos ao longo dos módulos 1 e 2. A ideia é aprofundar elementos como a gestão da sala de aula, a avaliação e planejamento, em perspectivas macro e micro. “É um módulo de consolidação de sabres e práticas do exercício da docência, ajudando nos planos de curso e de aula”, completou.

Segundo o magistrado José Henrique Torres, juiz da Comarca de Campinas/SP e docente do curso, em breve todos os docentes das Escolas Judiciais do Brasil necessitarão ter o Curso de Formação de Formadores (FOFO), para que assim possam compreender o significado e importância de toda a metodologia utilizada pela Enfam, centrada no protagonismo do aluno, na elaboração de conceitos e desenvolvimento das questões éticas e humanistas. “Vamos trocar experiências, trabalhar com o simples, empoderar juízes, juízas e servidores para o desenvolvimento dessas técnicas como formadores”, explicou.

O discente Michel Mascarenhas, juiz na Comarca de Tangará, alegou que a capacitação é avançada por trazer uma quebra de paradigmas no método de ensino, onde o cursista deixa de ser um mero depositário de informações e abdica do seu papel tradicional para trocar ideias e ouvir os alunos, fomentando uma formação humana. “A sociedade exige magistrados mais participativos, que saibam ouvir e ter empatia com o jurisdicionado e o curso traz essa linha de humanidade. Para isso, o método mais adequado é o participativo, de diálogo, com os participantes, não o método conservador de repassar informações, fundado na compreensão de que o professor detém o monopólio do conhecimento. Trata-se de ensinar e aprender, porque no ato de ensinar, também se deve aprender”, completou.

O desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), destacou a importância do chamamento da Enfam para que desembargadores, ministros e magistrados participem do FOFO, e assim possam colaborar com a formação de novos magistrados, tendo como base o uso de métodos ativos de ensino.