24 de abril de 2018

Esmarn inicia Curso de Formação de Formadores com magistrados do Nordeste


Aconteceu nesta terça-feira (24) a abertura do Curso de Formação de Formadores Nível 1 – Módulo 1 (Nordeste 1 – CE, PB, PE, RN e 5ª Região). O evento, promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), acontece entre os dias 24 e 26 de abril, na Escola de Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn).

Luiz Albuquerque, coordenador da Escola da Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), destacou que essa é a segunda edição do curso no Nordeste. “A Formação de Formadores é um curso que pretende levar ao magistrado que já atua, ou que tem pretensão de atuar, em escolas de magistratura, técnicas de ensino, técnicas de abordagem pedagógicas, preparação de aulas”, explicou.

Levando o conhecimento para magistrados que às vezes já atuam em instituições de ensino superior, mas não têm essa formação específica para atuar como formadores de magistrados, porque tem características especiais como alunos, por conta da necessidade que o magistrado tem de basear todo conhecimento a ser construído na sua experiência própria”, completou Albuquerque.

Durante o período da manhã, o tema trabalhado foi “O desenvolvimento da formação de Magistrados: a docência no contexto da magistratura”, ministrado pelos magistrados Vladimir Vitovsky e Valeria Lagrasta e os pedagogos Erisevelton Lima e Eveline Pinheiro. “O curso tem o objetivo que o magistrado adquira habilidades que somadas, resultem numa atuação competente como formador de magistrados. Nossa formação é pedagógica, mas ela também é articulada com questões da magistratura de forma geral”, comentou o pedagogo Erisvelton Lima.

Durante o período da tarde haverá continuidade do curso, com o tema “Especificidades do ensino e da aprendizagem”.

Quem já participou do curso afirma que impactou positivamente a experiência enquanto formador. “O feedback que recebemos é que os juízes ficam impactados, porque eles passam a ter uma nova observação”, disse Erisvelton.

Uma coisa é ser magistrado, outra coisa é ser professor. Até os magistrados que já atuam enquanto professores também se dizem realizados, porque nós trabalhamos em outras perspectivas metodológicas, que é o aprender fazendo, aprender sendo e conhecendo. Saímos da perspectiva tradicionalista de apenas aulas verbalizadas, fazemos sempre oficinas, simulações, dramatizações, técnicas de intervenção na sala de aula”, concluiu o pedagogo.