Preço médio da gasolina sobe pela 7ª semana consecutiva, diz ANP


O preço médio da gasolina subiu pela 7ª semana consecutiva. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), divulgados nessa 6ª feira (17.set.2021), o valor por litro avançou 0,28% em relação à semana passada, chegando a R$ 6,076. O diesel e o etanol também estão mais caros.

Nos 4.390 postos pesquisados pela agência, o preço máximo por litro chegou a R$ 7,199 em um posto no Estado do Rio de Janeiro. O valor mais baixo foi R$ 5,190, em um posto no Amapá.

A média mais cara pertence à Região Centro Oeste, que está vendendo a gasolina a R$ 6,241 por litro. Já a média mais baixa foi registrada no Norte do país.

O óleo diesel também ficou mais caro e passou a ser vendido em média a R$ 4,709 por litro nesta semana. Já o litro do etanol passou a R$ 4,704 em média.

ALTAS CONSECUTIVAS

Os preços dos combustíveis vêm subindo seguidamente em 2021. Um dos motivos para o encarecimento desses produtos é a alta do dólar. A Petrobras aplica uma política de paridade com os preços internacionais.

O governo coloca a culpa nos Estados. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) costuma citar o ICMS como vilão do preço dos combustíveis.

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, participou da Comissão Geral, no Plenário da Câmara dos Deputados, na última 3ª feira (14.set), para, entre outros assuntos, explicar a alta dos preços dos combustíveis.

Silva e Luna afirmou que só cerca de 1/3 do valor pago pelos combustíveis fica com a Petrobras. “Essa parcela da Petrobras é para cobrir a produção, o refino, investimentos, juros da dívida, impostos e participações governamentais…”, explicou.

Sobre os 2/3 restantes, o presidente da Petrobras apresentou um argumento em linha com o que vem sendo dito por Bolsonaro ao responsabilizar os Estados. “Desses impostos, o que afeta porque acaba impactando todos os outros, é exatamente o ICMS. Aliás, qualquer termo dessa equação modificada, modifica a equação inteira. Necessariamente, quando há flutuação nos preços, não significa que a Petrobras alterou o preço dos seus combustíveis. É um efeito em cascata e gera alguma volatilidade”, falou.

Poder360