11 de dezembro de 2025

Natal encerra ciclo de encoleiramento contra Leishmaniose para cães em áreas de risco da cidade


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) Natal, por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), encerrou o ciclo de 2025 de encoleiramento contra a Leishmaniose Visceral (LV) no território de Natal. A ação integra a política municipal de vigilância e controle da doença, contabilizando a aplicação de cerca de 3.557 coleiras em cães domiciliados das áreas com maior incidência de casos.

O serviço de encoleiramento com coleiras anti-leishmaniose é uma das estratégias de prevenção e controle da Leishmaniose Visceral canina, visando reduzir a infestação pelo vetor e, consequentemente, a incidência da doença em humanos e animais. “Essa estratégia é muito importante para controlar a doença no nosso território. A Leishmaniose é uma zoonose de evolução crônica que, se não tratada e descoberta a tempo, pode acarretar o óbito dos animais”, comenta Geraldo Pinho, secretário de Saúde de Natal.

As ações foram executadas por equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses em bairros prioritários da Zona Norte, conforme histórico epidemiológico da doença. Durante o encoleiramento, as equipes também realizaram exames para verificar se os animais estavam positivos ou negativos.

Durante 2025, Natal contabilizou 736 casos positivos de Leishmaniose canina. Para a Leishmaniose humana, foram registrados 11 casos no município. As atividades de encoleiramento tiveram início em junho e abrangeram cinco localidades: Loteamento Jardim Progresso (Nossa Senhora da Apresentação), Conjunto Alto da Torre (Redinha) e os conjuntos Cidade Praia, José Sarney e Nova Natal (Lagoa Azul).

“Estamos encerrando o ciclo de 2025 de encoleiramento dos animais nas áreas de risco da cidade. Essa ação faz parte das estratégias da nossa equipe para intensificar a prevenção e o combate à Leishmaniose, uma zoonose que pode afetar tanto humanos quanto animais, por isso a importância da manutenção dos cuidados”, afirmou Luciano Pereira da Silva, chefe da UVZ. Ele reforçou que a previsão é iniciar o novo ciclo ao final do sexto mês, com a colocação de coleiras em novos animais e a troca das que já foram encoleiradas.

Luciano esclarece que não existe transmissão direta do animal para as pessoas. “Vale ressaltar que não é o animal que transmite a doença; a infecção ocorre quando as fêmeas do mosquito picam cães ou outros animais infectados e, em seguida, picam o ser humano sadio, transmitindo o protozoário causador da doença”, explicou, enfatizando que as coleiras também ajudam a controlar outros parasitas transmissores de doenças graves, como os carrapatos.

Uma das contempladas com a coleira foi Barbie, cadela de 14 anos que começou a usá-la pela primeira vez. Seu dono, José Carlos da Silva, destacou a importância da iniciativa: “A equipe explicou tudo sobre as coleiras e acho muito importante, pois protege o animal e o pessoal da casa também”.

Leishmaniose Visceral (LV)
Conhecida como Calazar, a Leishmaniose Visceral é transmitida pela picada de fêmeas do flebotomíneo infectadas, especialmente da espécie Lutzomyia longipalpis (mosquito-palha). A doença possui período de incubação longo, podendo levar anos para o início dos sintomas.

A prevenção inclui o combate ao inseto transmissor e cuidados como limpeza periódica de quintais e terrenos; eliminação correta de lixo orgânico; manutenção adequada dos abrigos de animais; redução de fontes de umidade; e uso de inseticidas e repelentes.

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