“Não me coloco” como opção para 2022, diz Temer


Foto: Sérgio Lima

O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou que não se coloca como opção nas eleições de 2022. O emedebista participou nessa 3ª feira (14.set.2021) do programa do jornalista Roberto D’Ávila na GloboNews. Logo no começo da entrevista, falou sobre o jantar realizado na 2ª (13.set), no qual os 2 estiveram presentes.

No encontro, o humorista André Marinho fez imitações de vários políticos, como Temer, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O chefe do Executivo é retratado de maneira derrisória no episódio em que teve a ajuda do ex-presidente para elaborar a declaração pela pacificação entre os Três Poderes.

Temer confirmou o que havia dito mais cedo ao Poder360, que não houve “constrangimento algum” com Bolsonaro depois da divulgação do vídeo.

“Você [Roberto D’Ávila] participou do jantar. Era um jantar muito alegre e animado”, declarou Temer à GloboNews. “Fizeram uma maldade. [Disseram] ‘Olha lá, estão rindo do Bolsonaro’. Não era isso, você acompanhou. Na verdade, foi uma brincadeira em relação a todos. E a cada imitação que ele [André Marinho] fazia, as pessoas riam, aplaudiam.”

O ex-presidente relatou que recebeu uma ligação de Bolsonaro na 6ª feira (10.set), 1 dia depois da divulgação da carta à nação. “Ele me telefonou mais uma vez para me cumprimentar, para dizer que nós praticamos, ele e eu, um gesto muito adequado”, disse.

A carta, segundo Temer, causou “irritação” em “gente que acompanhava” Bolsonaro por conta de um “suposto recuo”. Para o ex-presidente, “o recuo é algo da democracia”.

Ao falar de como foi a articulação do telefonema entre Bolsonaro e o ministro do STF (Supremo Tribunal. Federal) Alexandre de Moraes, Temer contou que o magistrado disse não ter nada pessoal contra o presidente, sua família e seus apoiadores. Segundo o emedebista, Moraes afirmou decidir “tudo juridicamente” e viu com bons olhos a iniciativa da declaração.

Poder360