Mourão defende viabilidade de 3ª via e critica elegibilidade de Lula


O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse torcer para que haja um candidato viável da chamada 3ª via nas eleições presidenciais de 2022. Segundo ele, essa seria uma maneira de esfriar a polarização política protagonizada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Mourão participou nessa 4ª feira (4.ago.2021) de evento on-line promovido pela plataforma Personalidade em Foco com militares da ativa e da reserva, sobretudo da Marinha.

“Existe uma parcela da sociedade que não se sente representada por nenhum desses 2 lados”, declarou o vice-presidente. “Aí fica essa discussão se vai ter uma 3ª via ou se não vai ter.”

Mourão disse considerar importante, “para reduzir as tensões”, que houvesse um candidato com “condições de fazer com que a outra parte da sociedade se sentisse representada, melhorando com isso o nível do debate e favorecendo a diminuição dessa polarização”.

O vice-presidente afirmou ver como “um retrocesso” a participação de Lula no processo eleitoral, uma vez que “ele já passou” e já ficou 8 anos no poder.

“É um político que já tem uma certa idade. Nada contra, mas ele já não tem mais pique para enfrentar a gama de problemas de um país como o nosso”, declarou.

Segundo o vice-presidente, existe a chance de que o candidato de uma 3ª via perca no 1º turno para Bolsonaro e Lula.

“Mas é importante que houvesse realmente uma força capaz de agir como um algodão entre esses cristais e permitir que a sociedade entendesse melhor esse processo eleitoral e, principalmente, entendesse que nós precisamos que o país esteja unido para que nós construamos esse caminho das reformas, das mudanças”, disse.

Mourão citou que, nos últimos tempos, vários nomes têm sido apontados como o possíveis representantes dessa 3ª via, mas todos estão com dificuldades para solidificar a candidatura.

“Jogam um balão, o balão sobe, não chega nem na 1ª camada e já cai. Porque muitas vezes a pessoa tem uma certa penetração num grupo, mas não tem penetração na sociedade como um todo”, falou.

Foto: Sérgio Lima

Poder360