[Entrevista] “O cenário é catastrófico para hotéis, restaurantes e bares”, define Habib Chalita
Como presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Rio Grande do Norte, qual o cenário e os riscos para o setor com a pandemia do COVID-19?
O cenário é catastrófico. Os riscos são muitos como fechamento de empreendimentos, falência, desemprego. É algo muito alarmante e os empresários do setor têm buscado saídas para impedir isso.
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) afirmou que as demissões no setor podem já ter atingido 800 mil trabalhadores no país. Quais números no RN?
Os números no RN ainda estão sendo fechados, mas posso adiantar que a situação é muito grave em todo o país. Essa pandemia atingiu praticamente toda a economia do Brasil. Alguns setores sofreram mais essa pancada e o setor de hotéis, bares e restaurantes foi um deles.
A Associação Nacional de Restaurantes está pleiteando o pagamento de até dois salários mínimos por mês nos próximos 120 dias ao Governo Federal, além algumas isenções fiscais. É uma boa saída para o setor?
Não é só o empregado que passa por dificuldades em um momento como esse. O empresário também enfrenta um baque grande em suas finanças, principalmente para administrar pagamentos de impostos e de funcionários quando não se tem receita entrando na empresa. Essa proposta da Associação junto ao Governo Federal é um respiro nesse momento tão complicado e delicado que vivemos não só no Brasil como em todo o mundo.
O Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do Rio Grande do Norte cogita a possibilidade de pleitear junto ao Governo do Estado a flexibilidade para o funcionamento de Restaurantes, Bares e Similares no Estado?
Veja só, essa é uma medida que exige toda uma análise não só econômica. O que temos enfrentado é uma questão de saúde pública. Temos conversado junto à equipe do Governo para ver possíveis soluções que sejam aplicadas em nossa cadeia produtiva e que não coloquem em risco os empresários, funcionários e clientes.










