05 de janeiro de 2017

Autoridades jurídicas apontam desafios e expectativas para a nova gestão do TJRN


Ao avaliar a chegada do desembargador Expedito Ferreira à Presidência do Tribunal de Justiça do RN, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte, Paulo Coutinho, destacou que o novo presidente enfrentará desafios, como a necessidade de estruturação das comarcas no interior do Estado e o número deficitário de servidores, mas com a vantagem de que inicia sua gestão já focado em confrontar esses problemas. “O Poder Judiciário precisa deixar de tornar refém o cidadão que o procura e que passa anos e anos enfrentando a morosidade judicial”.

O juiz federal Marco Bruno Miranda, diretor do Foro da Justiça Federal do RN, expressou o desejo de que a Justiça Estadual potiguar possa cooperar ainda mais com a JFRN, seguindo o espírito do Novo Código de Processo Civil e a nova diretriz do Conselho Nacional de Justiça. “Eu deixo isso como desafio e com esse sonho de a gente ter um Judiciário que se ajude mais mutuamente e que não enxergue fronteiras, já que o Judiciário Brasileiro é um só”, afirmou Marco Bruno.

Para o novo vice-presidente do TJRN, desembargador Gilson Barbosa, a expectativa é de que ele possa colaborar com o desembargador Expedito Ferreira e ajudá-lo a fazer uma boa administração, dando ao Judiciário a posição de destaque que a sociedade espera.

“Nova gestão saberá enfrentar os desafios”

Para o ministro Marcelo Navarro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Justiça brasileira tem sempre desafios a enfrentar e o Judiciário potiguar também se insere nesta realidade. “Desafios são sempre presentes em todas as esferas da Justiça e em épocas de crise esses desafios e metas se ampliam”, pontuou o ministro. Ele destacou que o grande compromisso do Judiciário é com o cidadão, em entregar a prestação jurisdicional mais eficiente possível no menor prazo de tempo que permita às pessoas exercerem devidamente os direitos.

Segundo Marcelo Navarro, uma das saídas está na própria estrutura da Justiça – em aspectos operacionais, de equipamento e de pessoal – já disponíveis para o servidor e gestores. “Uma das formas de combater momentos de crise, e tenho certeza que essa nova gestão do TJRN saberá fazer bem, é utilizar, com eficiência, os recursos, humanos e tecnológicos, que já dispõe”, enfatizou o ministro.

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