Atletas militares são 30% da delegação brasileira nas Olimpíadas de Tóquio


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Dos 301 atletas que representarão o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio, 91 são militares. São 30% do total.

Os atletas de farda estão presentes em 20 modalidades olímpicas: atletismo, boxe, canoagem, ciclismo BMX, ciclismo moutain bike, esgrima, ginástica artística, hipismo, judô, natação, maratona aquática, pentatlo moderno, remo, saltos ornamentais, taekwondo, tiro com arco, triatlo, vela, vôlei de praia, e wrestling.

Entre os oficiais que disputarão os Jogos a partir de 6ª feira (23.jul.2021), são 21 da Aeronáutica, 26 do Exército e outros 44 da Marinha.

O impacto desses oficiais das Forças Armadas nas conquistas brasileiras é crescente. Em Londres, nas Olimpíadas de 2012, os atletas militares conseguiram 5 das 17 medalhas do Brasil naquela edição (29% do total). Já no Rio de Janeiro, em 2016, foram 13 representantes das Forças Armadas nos 19 pódios alcançados por brasileiros (68% do total).

PROJETO IMPULSIONA ATLETAS

Desde 2009, as Forças Armadas têm o Paar (Programa Atletas de Alto Rendimento), que treina esportistas para se destacarem em nível mundial. Ele foi criado para os Jogos Mundiais Militares. O Brasil ficou em 1º lugar nessa competição em 2011, quando foi disputada no Rio de Janeiro.

O programa segue atualmente como uma parceria entre o Ministério da Defesa e o da Cidadania por meio da Secretaria de Esporte, vinculada à pasta da Cidadania, comandada por João Roma.

Hoje há 540 atletas que fazem parte do Paar. Eles são divididos em 23 modalidades olímpicas e 7 modalidades disputadas só por militares. Desses esportistas, 251 são da Marinha, 190 são do Exército e 99, da Aeronáutica.

Os candidatos a entrar no programa precisam passar por uma seleção, com análise de currículo, entrevista e exame físico. Quem conseguir a vaga passa a ser 3º sargento temporário e tem à disposição todos os benefícios da carreira militar.

Entre os benefícios estão o soldo, 13º salário, férias, direito à assistência médica, além de instalações esportivas militares adequadas para treinamento nos centros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Segundo a Defesa, são investidos aproximadamente R$ 38,3 milhões por ano no Paar. As atividades ocorrem em parceria com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), de confederações e clubes.

Poder360