Rogério Marinho: “Maior ajuste fiscal é tirar o PT do poder”
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, defendeu nesta segunda-feira (31) que um eventual governo de direita tenha como prioridades, já no primeiro ano de mandato, a realização de um ajuste fiscal e de uma reforma administrativa. Segundo o senador, a mudança na condução das contas públicas será fundamental para recuperar a confiança, estimular investimentos e recolocar o país na rota do crescimento.
“O maior ajuste fiscal que vai ser feito será tirar o PT do poder”, afirmou Marinho durante participação no BTG Macro Day. Na avaliação do senador, o atual desequilíbrio entre as políticas fiscal e monetária dificulta a retomada dos investimentos no Brasil. Com a taxa básica de juros em patamar elevado, Rogério Marinho criticou o crescimento das despesas financeiras do governo e defendeu uma mudança na condução da política fiscal.
“Não se investe no Brasil com juros de 14% ao ano. A política monetária vai em uma direção e a fiscal em outra. Pagamos mais de R$ 1 trilhão de reais de juros por ano”, afirmou.
Entre as medidas defendidas pelo senador está a criação de uma nova regra fiscal que envolva os três Poderes da República. A proposta, segundo Marinho, é estabelecer uma divisão de responsabilidades para o controle das despesas públicas. “Vamos fazer uma regra fiscal. Vamos chamar os três Poderes e cada um precisa fazer a sua contribuição”, disse.
A reforma administrativa também seria uma das primeiras medidas de um eventual governo Flávio Bolsonaro. Para o senador, existem recursos públicos atualmente “mal endereçados” que poderiam ser utilizados de maneira mais eficiente, sem comprometer a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Marinho também defendeu a profissionalização da gestão das empresas públicas como parte do processo de reorganização das contas do país. Segundo ele, a medida poderia representar uma economia de aproximadamente R$ 10 bilhões. O senador citou ainda a securitização da dívida pública entre as alternativas que poderiam contribuir para o ajuste fiscal.
Estratégia eleitoral
Na condição de coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho afirmou que a oposição deverá concentrar esforços especialmente na região Sudeste, que representa cerca de 40% dos votos do país.
Segundo ele, a estratégia será apresentar aos eleitores uma avaliação dos resultados dos governos petistas, com atenção especial para temas econômicos que afetam diretamente a população, como o preço dos alimentos e o custo de vida.
“Nós vamos nos dedicar no Sudeste com maior intensidade porque representa 40% dos votos. É uma região que teremos um cuidado todo especial para que a população perceba o que aconteceu nos dois governos”, afirmou.
Sobre o Nordeste, Marinho reconheceu que o presidente Lula mantém vantagem na região, mas avaliou que o desempenho do petista é proporcionalmente inferior ao registrado em 2022.
“Eles caíram no golpe da picanha. Lula prometeu cerveja e picanha, mas a dona de casa não sente isso quando vai ao supermercado”, declarou.
O senador também relacionou o resultado das eleições de 2026 às expectativas econômicas e ao comportamento do câmbio. Na avaliação apresentada durante o evento, uma eventual reeleição de Lula poderia levar o dólar a R$ 6, enquanto uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia provocar uma valorização do real.
“Se Lula ganhar, o dólar vai a R$ 6. Se Flávio ganhar, o dólar vai a R$ 4,60”, afirmou.
*Com informações de Exame.com











