29 de outubro de 2015

Iniciativa de inclusão da Assembleia inspira Câmara Federal


A inclusão social é tema diário nos debates em plenário, audiências e no conteúdo de projetos na Assembleia Legislativa do RN. Um exemplo é a integração de pessoas especiais na sociedade que de forma pioneira no país, o Poder Legislativo potiguar nomeou para funções administrativas da Casa servidores com Síndrome de Down. O bom trabalho realizado pelos profissionais e o resultado alcançado no RN serviram como exemplo, que vem sendo seguido no Brasil. Inspirado no projeto da AL, o deputado federal Rafael Motta (PROS) solicitou à Câmara dos Deputados que adote a mesma iniciativa no Congresso.

“Temos que incentivar a inclusão das pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte já faz isso e, diante desse exemplo, resolvi trazer a experiência para a Câmara dos Deputados. Por isso, apresentei essa semana à Casa um requerimento solicitando a implementação do Câmara Inclusiva, para que possamos ter pessoas com Down trabalhando em todos os setores deste parlamento”, disse o deputado Rafael Motta.

Em 2011 a Assembleia do RN formalizou a contratação de Manuela Nely de Lima Araújo, 29, Kalina Santos Falcão, 27 e Filipe Medeiros Ramos, 26 que ocorreu por meio de um convênio com a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil (APABB). Eles desempenham suas funções no Cerimonial e apoio ao Plenário, convivendo com os parlamentares e servidores nas funções legislativas.

A convivência com os três jovens leva lições de cidadania e igualdade social. “Mais do que um projeto administrativo, a convivência com Kalina, Manuela e Filipe é uma experiência única. Eles nos ensinam diariamente que não existem limitações entre pessoas. Aqui, na Casa do Povo, cada um pode exercer plenamente a cidadania”, destaca o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB).

Para o deputado estadual Ricardo Motta (PROS), autor do projeto, a iniciativa mostra o quanto essas pessoas podem contribuir e precisam ser incluídas em atividades do cotidiano da sociedade. “O projeto de inclusão de jovens com síndrome de down, sem sobra de dúvidas, é o que mais me enche de orgulho em ter implementado durante o período em que estive à frente da Assembleia Legislativa. Nós sabemos que essa ainda é, infelizmente, uma barreira a ser vencida, a inserção no mercado de trabalho. E a Assembleia Legislativa vem conseguindo mostrar que é plenamente possível. São pessoas responsáveis, dedicadas e capacitadas”, comemora.

Depois de quatro anos, Manu, Kalina e Felipe já se integraram perfeitamente ao cotidiano da Assembleia, cumprem suas atribuições com responsabilidade e dão lições diárias de que é possível, com boa vontade, dar espaço para os portadores de Síndrome de Down.

“Eu sou muito feliz por trabalhar no Cerimonial. A parte que eu mais gosto é receber as pessoas quando chegam aqui. Também gosto de arrumar os convites e de falar com os deputados”, afirma Kalina Santos, que tem se destacado positivamente no setor e recebe elogios constantes dos companheiros de trabalho.

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