Pablo Antonio FernandoTatim dos Santos

Diretor da Funasa no RN, Pablo Tatim, investigado por nepotismo cruzado com desembargador do TRT-RN é alvo na Operação Gaveteiro


A Polícia Federal fez, na manhã desta quinta-feira (06/02/2020), a Operação Gaveteiro para apurar desvio de valores do então Ministério do Trabalho por meio da contratação de uma empresa de Tecnologia da Informação (TI) em Brasília e outros cinco estados.

São alvo da PF, o atual presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ronaldo Nogueira, e Pablo Tatim, ex-assessor do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e atual diretor da Funasa no Rio Grande do Norte.

Ronaldo Nogueira foi ministro do Trabalho durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Já Paulo Tatim ocupou a coordenação jurídica do gabinete do ministro da Transição, Onyx Lorenzoni, para a gestão Bolsonaro.

Policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão. Os endereços estão situados no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Além das prisões e das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 76 milhões nas contas dos investigados. Foram concedidas ainda medidas cautelares proibindo os investigados de se ausentarem do país.

As investigações, iniciadas em razão de relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), apontam que a contratação da empresa foi apenas o subterfúgio usado para desviar, entre 2016 e 2018, mais de R$ 50 milhões do órgão.

O objeto da contratação, segundo a PF, foi a aquisição de solução de tecnologia e licenças, voltadas a gerir sistemas informatizados do Ministério do Trabalho e detectar fraudes na concessão de seguro-desemprego.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular e corrupção ativa e passiva. As penas, se somadas, podem chegar a 40 anos de prisão.