Câmara de Natal propõe construção conjunta de legislação sobre uso de fogos de artifício
14 de maio de 2018

Câmara de Natal propõe construção conjunta de legislação sobre uso de fogos de artifício


A Frente Parlamentar em Defesa dos Animais da Câmara Municipal de Natal se reuniu nesta sexta-feira (11) para discutir os impactos dos fogos de artifício nos animais domésticos e silvestres. E, entre os encaminhamentos, ficou decidido que o grupo de trabalho irá construir uma legislação conjunta escutando todos os envolvidos.

O presidente da Frente, vereador Sandro Pimentel (PSOL), explicou que essa legislação vai beneficiar não apenas os animais, mas também crianças e idosos. Ele enalteceu a importância de haver uma participação de todos para que a legislação seja democrática.

“Concluímos essa reunião da frente com a necessidade de construir, juntos, com a participação de todos, de forma democrática, uma legislação para garantir foguetões para quem gosta, mas também garantir a qualidade de vida e redução do sofrimento dos animais, peixes e aves silvestres. Mas a legislação pretende ir além disso, também pretende proteger crianças e idosos que sofrem com os grandes e constantes barulhos dos foguetões. É uma questão importante para todos”, comentou.

A especialista em comportamento animal, Renata Sousa Lima, observou que os barulhos provocam situação de medo e que podem mudar o comportamento do animal. Ela recomenda que em períodos de maior intensidade, como o das festas juninas, por exemplo, os donos dos animais domésticos passem a segurança aos seus animais e os mantenham em locais com maior isolamento acústico.

“Uma legislação será bem vinda. O nível de estresse elevado trás sérios danos aos animais. O barulho dos fogos é um barulho muito intenso, que causa um efeito de susto e que leva a alteração comportamental do animal. É preciso ter uma conversa com a comunidade para limitar, em termos de frequência, o número de vezes e intensidade do volume do som. Em períodos críticos, enquanto não temos essa ampla discussão, o dono pode manter o animal em um ambiente reduza o ruído sonoro e manter-se calmo para passar segurança para o animal”, aconselhou.

Participaram a reunião da frente representantes de ONGs que atuam em defesa dos animais, representantes das instituições de ensino superior, profissionais ligados à saúde veterinária, além de tutores de animais domésticos.