André Mendonça autoriza buscas contra nove investigados em operação que apura fraudes no INSS
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A decisão determina o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra nove pessoas. Segundo a Polícia Federal (PF), a investigação apura possíveis atos de lavagem de dinheiro relacionados a recursos que teriam origem em um suposto esquema de corrupção envolvendo descontos associativos em benefícios previdenciários.
A nova etapa da operação teve como base informações obtidas a partir do celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que já havia sido alvo de outra fase da investigação, além de outros elementos reunidos no inquérito.
De acordo com a PF, os investigadores buscam esclarecer se valores ligados ao suposto esquema foram ocultados ou movimentados por pessoas físicas e empresas relacionadas ao parlamentar. A apuração também envolve contratos públicos municipais, empresas da construção civil e agentes políticos do Maranhão.
Entre os alvos estão pessoas ligadas ao círculo familiar do senador, incluindo a esposa, uma filha e duas irmãs, além de outros investigados apontados pela PF como participantes de diferentes núcleos do suposto esquema.
O advogado Willer Tomaz de Souza também é citado na investigação. Segundo a PF, ele teria atuado na estrutura financeira e patrimonial relacionada aos investigados. O ministro André Mendonça autorizou medidas de busca envolvendo documentos financeiros e administrativos, mas determinou que a ação não atinja informações protegidas pelo exercício da advocacia.
Na decisão, Mendonça afirmou que as medidas são necessárias para preservar provas e evitar possível destruição, ocultação ou alteração de documentos e dados relacionados à investigação.









